SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

25 janeiro, 2010

SALMO QUARTO (Cacau Loureiro)


Há muito que colocas o véu no rosto e esconde-se.
Por que o homem se oculta do Senhor que o fez?
Como antifaz de crocodilo encobrimos nosso
semblante, enganamos o homem tolo, enganamos
mesmo o honrado, mas nossa página para o Senhor
está descoberta.
Transfiguramo-nos em monstros travestidos em pele
de cordeiro. Por que não olhamos face a face a criatura
que somos e arrancamos esse coração deteriorado?
Há desespero nas mãos que ocultam a faca;
nos olhos que ocultam a verdade há sofrimento.
Por que não levantas as vistas aos olhos do Criador
de todos os exércitos, ao que ciceroneia todas as almas?
Pois que sua lança alcança o malvado e o herege
esteja onde estiverem. Por que atiças o semelhante
no repúdio que fazes ao Único Deus da salvação,
posto que ele nunca te abandona, nunca dorme,
nunca se deixa na invigilância?
Eleva teu espírito ao Pai, entrega a ele suas vestes,
seus mantimentos, sua alvorada e seu entardecer.
O pergaminho que carregas nada é sem o consentimento
D’aquele que habita as luzes celestiais porque seu
braço é cruz e espada, é justiça e nada há que tenha
validade sem a Sua permissão.
Portanto, olhai as montanhas que enfeitam suas posses,
olhai os mares que sinalizam suas magníficas obras,
olhai os animais que habitam sua casa, nada há que
não tenha sua menção e vontade.
Por que ainda deixa a falsa aparência fazer arder sua
alma, deixa ainda a máscara queimar suas virtudes?
Só o soberano que é justo faz o julgamento do que
guardamos em nossos recônditos.
Somente o Justo dos Justos é capaz de ver e edificar
o homem que verdadeiramente possui o coração limpo!

Um comentário:

  1. Amada que saudades tava daqui, tava fora uns dias e agora me deparo com este maravilhoso post sem mascaras!!!
    bjossss

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