SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

19 janeiro, 2010

CORAÇÃO GENUÍNO (Cacau Loureiro)


Eu desponto novo céu, nova paisagem, em
luz, em calor, em comoção...
Como veleiro a singrar sem ansiedades em
mar de calmaria... Adentro este mundo
enigmático e promissor das estrelas perenes
do crescimento interior.
Sobrevoo campos verdejantes, sem fim, pois
que infinito pode ser o coração humano em
sabedoria, em amor.
Nas distâncias pouso teus olhos e adormeço sob
teus cílios espessos como virgem mata.
A estrada entre tu e eu é, ao mesmo tempo, tão
curta e tão larga.
A lira por onde te toco sensibiliza-me, posto que
hoje és a cifra mais bela de minha pauta outrora
esquecida no empoeirado tempo onde permaneço.
A tua melodia em meus ouvidos como o ar que respiro,
como o sol em minha pele, como o sorriso em minha
face faz-me oscilar ritmadamente em teus sons
aprazíveis, até oblíquos.
Eu enxugo meus olhos em tuas mãos benéficas, em
teus lenços macios e quentes.
Desperto em teu berço de montanhas altaneiras,
pois que há azeite em tuas metáforas, há néctar em
tuas palavras, há açucarado leite em teu impermisto
coração menino!...

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