SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

11 janeiro, 2010

PLENITUDE (Cacau Loureiro)

Descerrei a janela dos meus sonhos, o sol cintilou
em meus olhos, iluminou-me a alma deveras triste...
E rasguei o peito à luta que sangra, mas que também liberta!
Arrebentei correntes pretéritas, enxerguei as pétalas das
esquecidas rosas em meu jardim outrora cheio de cor;
atestei atônita o quanto eram belas com suas cores vivas,
reais, sem mentiras...
Surpreendi-me com seus espinhos... alegrei-me.
Percebi que uma alma que na dor sorri está completa...
Eu olhei a rua em sua vastidão, vi quantos caminhos se
pode seguir, mas eu estou aqui, onde plantei meus pés,
depositei meu coração e descobri que ele voa sem sair
do lugar. Que podemos ser o que somos sem ter ninguém
pra seguir.
Eu entrevi que “as coisas tão mais lindas” podem estar
achadas dentro de mim.
Hoje rodopio sob um céu quarenta graus com a leveza
das brisas que refrigeram âmagos ardentes.
Em meu rosto, em meu semblante a minha natureza
desperta para a vida que há de vir, traduz-se esperança.
É alto verão em meu cunho castigado, mas a este astro
eu me entrego para me consolar... para me revelar, para
me lançar ao mundo sem ansiedades.
Ondas traiçoeiras jogaram-me ao mar das angústias, porém
meu espírito segue em direção ao fanal dos bons haveres.
Por isso nestas águas eu navego, eu arrosto, eu enfrento,
eu domino sem temores; revigoro-me, fortaleço-me, renovo-me.
Jamais morro!...
Não há mais dores, remorsos, desordens, tempestades;
a luz permanente do pôr do sol reaquece o horizonte que
vislumbro, pois que o futuro que queima meu peito também
se apresenta brando, suave...
A voz em meus ouvidos diz: Paz, sossega!...
Eu sei que ”as coisas tão mais lindas” hoje só as encontro em mim!...







2 comentários:

  1. Claudia! Olá! Que linda essa viagem interior que compartilhou conosco, leitores. Parabéns por sua bela construção! É sincera, muito verdadeira.

    Já lhe disse o quanto fiquei feliz ao ver o seu rosto em meu quadro de amigos incentivadores?

    Pois é. Fiquei muito, mas muito mesmo feliz.

    Parabéns por sua escrita, por seu blog e por sua simpatia!

    Abraço: Jefhcardoso.

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  2. Encantador esse texto, Cláudia!
    Parabéns pelo blog, muito lindo...

    Ana Maria

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