LÍRICOS OLHARES

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




27 de maio de 2010

PLÚMBEO (Cacau Loureiro)


Correm as paisagens em meu
coração estacionado...
Como pintar futuro colorido quando
o meu mundo é em preto e branco?
Há poeira e pó à beira da estrada,
caminhos dolorosos que sigo sem
pesares.
Pelo chão as folhas secas dos
enterrados frutos, sementes mortas
daquilo que deveria ser...
No céu cinza não há lua, não há sol,
apenas a estagnação dos sonhos,
somente o perfil das sombras.
Uma triste canção corta as fendas
das auroras, espaço por onde ordeno
a felicidade.
Esboço em papéis amarelados as tardes
que nalgum dia me fizeram forte.
Contudo, não há surpresa, não há espanto
quando o próprio amor foi o assombro.
Espectro de mim mesma eu desperto os
meus caídos anjos... Hoje eu quero voar,
mas, minhas asas são meus ombros!...

7 comentários:

Adriana Borghi disse...

Uau! Adorei.
Pode subir, teu nome tá na portaria.. rs.

Beijocas.

Lone D®@gon disse...

Ao ler alguns poemas seus (quis ler todos (ainda quero) mas o tempo é veloz!!), a dor de cabeça que sentia evaporou... portanto segue abaixo o agradecimento:

Eu e a minha dor de cabeça eterna
dessas noites ligeiramente passageiras
perdidos entre o vão das horas
que se vão embora
no marasmo noturno de sempre
Perguntamos a nós
O que fazer?
E dizemos
- quase sempre por telepatia e nunca por voz:
Vamos a Cacau Loureiro!
E assim fomos e assim estamos e assim a lemos
E lemos e lemos e lemos algumas tantas poesias
micro biografias que bem entendo
recheadas de inquietações
paixões
e meio termos
E lemos assim desnudos de alma tão irrequieta
que a dor de cabeça se vai
envergonhada talvez por ser dor de poeta
somente dor e para sempre dor
na minha cabeça esvoaçante que é
pelo que não sei
pelo que for
mas sempre dor
hora camuflada
hora declarada
eternamente dor
transfigurada em rugas da testa
Agora eu sozinho, como assim dever de ser
eu, e somente eu, mesmo em metade de mim
me complemento com seus poemas
e sinto a pena
quando na última letra de cada poema
percebo como é triste o bom poema
mesmo quando a ortografia
gramaticamente entra em festa
também tenha fim
mas o bom é que ele
mesmo como a noite
assim profundo e ligeiro
me faz perceber
ler Cacau Loureiro
me traz o bom
me afasta o ruim

- Relendo Cacau –
27/05/2010
21:43h
(Mu®illo diM@ttos)


Estou tentando publicar isso na minha página do Poemas Etc e Tal, mas confesso que tô apanhando feio para fazer isso... coisas de uma cabeça já cansada...

Espero que goste!

Abraços poetisa analgesica!

Fernando Santos (Chana) disse...

Bela fotografia...belo poema...Espectacular....
Beijos

ALİ EKBER ÇELİK disse...

belo poema ...
Você não tem que visitar
Eu estou aqui
grande beijo

ValeriaC disse...

Que profundo florzinha...
Tantas vezes sentimos a vida em preto e branco, ou pior, somente em cinza...sem cheiro, sem gosto, sem alegrias, sem amor...
E daí...temos que despertar e ver que depende somente de nós colorir esta vida, custe o custar...seja como for...

Um doce e sereno final de semana amiga!
Beijos...
Valéria

ValériaC disse...

Tem um selinho no meu cantinho pra ti...
Beijos...

Graça Pereira disse...

Poema tão sentido...documentado com uma foto belissima,,,
Beijocas
Graçamg