SOBRE ESTE ESPAÇO
❦ LÍRICOS OLHARES ❦
Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.
Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.
Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.
Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.
Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.
— Claudia Loureiro
30 maio, 2012
GEOIDE (Cacau Loureiro)
22 maio, 2012
MILÊNIO (Cacau Loureiro)
26 abril, 2012
DO TANTO QUE TE AMO (Cacau Loureiro)
Na dinâmica do mundo veloz, só em ti há o
Aprazível são teus braços a convidarem-me para os
deleites da alma, para os instintos do corpo, porque
em teu dorso nu eu inalo o cheiro dos afetos, aspiro
o aroma dos sonhos.
Todos os sons da tua lira movem meu universo,
posto que a tua paz são meus versos vigorosos,
rimas preciosas que dedilho em ti...
Em energia vital refaz-se o nosso encontro,
puro encanto de quem descobriu as minas das
Valioso é o teu amor, minha visão primeira
nas belíssimas alvoradas; percepção única
dos meus sentidos ao fim do dia.
Não há fim para os tempos em que nos permitimos,
recomeços sem fim!...
Nada morre mais em mim quando contigo, pois que
revigorante é a tua afeição amante, amiga.
Do tanto que te amo... em ti eu sou!...
18 abril, 2012
METAFÍSICO (Cacau Loureiro)
POR SEGUNDOS... (Cacau Loureiro)
todos os assaltos...
O suor inunda os meus olhos, o
seu sal me queima a alma;
no sufoco eu reprimo a ira.
O inimigo diante das vistas, os
meus braços ao longo do corpo.
Os meus punhos doloridos, o meu
espírito exausto.
Em síndrome apoplética desfigura-se
minha postura atlética... estática,
atônita eu ainda golpeio a minha
face mais oculta. Recosto-me uma
vez mais nas cordas poéticas, pois,
quadrilátero é o ringue da vida!...
Teus lábios, lona fina fantasmagórica...
Não sei se desfaleço ou morro por
segundos... tecnicamente não me
entreguei ao nocaute.
Eu sei sobre o peso do mundo em
minhas costas, tuas mãos como
luvas não me libertam os dedos
da dor torturante, meus gemidos
não têm respostas, o meu rosto
no piso ondulante, ao longe o soar
do gongo; o ar, a água é como gole
abrasivo que a minha garganta resseca.
No último instante, ao derradeiro golpe,
eu desperto, um filete de esperança
subsiste, reveste-me.
Hauro o fio de vida que me resta, penso
no tênue laço que a esta terra nos prende...
levanto os olhos, alço para os céus minhas
mãos como asas...
Transponho as grossas cordas do medo,
vislumbro a multidão que grita...
Algo em meu peito se agita... estou de pé,
refeita, pronta novamente pra luta.
16 abril, 2012
ENDRÔMINA (Cacau Loureiro)
são mineiros de uma só jornada... Posto que
há patrões da prata e do ouro, mesmo os ladrões
companheiros de príncipes.
Somente nos corredores escuros onde
amealhamos tesouros é que damos valor ao sol.
As pedras raras ora estão escondidas sob o véu
das alheias vaidades ora sob os mantos dos
pseudossantos bandidos.
Não faço aqui a apologia dos desencantados, mas,
na ciranda dos desafortunados espirituais nós é que
somos carrascos, nós é que pagamos o pato.
Ouso dizer que não há escravos na Terra, há
senhores de si mesmo porque onde depositas
o seu coração lá está o seu tesouro.
Na modernidade sem chibatas as vozes do
poder nos é açoite, pois no solo dos grilhões
a seara da labuta será sempre evolução.
Muitos há a usurparem as riquezas do mundo e
a mendigarem óbolos aos céus...
Quem de vós tem o poder, quem de vós tem
a verdade?
Eis que, verão os que têm olhos de ver, ouvirão
os que têm ouvidos de ouvir!
27 março, 2012
ROSICLER (Cacau Loureiro)
dias, rostos, rotas, trilhos notórios... onde o pensamento
é relampejo de saudade...
Há nostalgia e compaixão pelos que se foram, pelo que
se foi num adeus que não se conjugou.
Caminhos retos, eternos e divisos cruzando-se com as
curvas do tempo que constroem tantos atalhos no
itinerário dos homens.
Diante dos meus olhos um álbum datado de pessoas...
encontros onde queiramos ou não a solidão impera.
Em algum lugar do hemisfério as cerejeiras florescem
em tons que alegram e enobrecem os recônditos da
terra, em semitons que nos preparam para as mudanças
alvissareiras.
A natureza renova-se... e como coabitantes do mundo,
cresçamos buscando a luz que vem do átomo divino.
O tempo voa e no entanto não existe pretérito, pois
que o passado e tarjado em nosso espírito como a joia
legítima do vivido momento, e eu digo que conheci raridades.
Ainda jogo as sementes pelo solo árido dos homens e desnudo
meu mundo oniricamente empírico.
Experimento a dor de ter sobrevivido às mudanças, posto que
primaveras vivem em mim como rosicler de esperança.







