SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

20 julho, 2026

VÉRTICES (Cacau Loureiro)


Seguro as rédeas daquilo que em mim
é intrínseco... sob bridas de cuidado...
origem e essência
que se derramam
nos vértices da minha alma,
em geometria
de um mundo incongruente.

Soltei as amarras nos campos abertos.
Corro por entre os canteiros
do meu espaço interior...
Somente eu, o vento e as flores,
a sussurrar preces de gratidão.

E então,
no espelho do mundo me vejo,
reconheço-me, em arestas e faces,
porque vestir-se de si mesmo
é descoberta:
surpresa do que no humano
ainda há de mais bonito.

Lá no horizonte,
o sol se ergue,
citrino,
iluminando estradas,
despertares para o renovo,
luz que dissolve as sombras
e cintila nos olhos,
abrindo visões.

Nas nuvens moram os anjos.
Tocam harpas,
sorriem no azul,
fundem céu e mar,
e deitam seus cílios compridos
nos braços dos homens
como cifras,
compondo músicas
para a eternidade.

O sol é moreno,
porque é beleza derramada
na pele dos que abrem
os braços e os corações
para as afeições profundas...
O sal é remédio,
porque em cada sabor
depositou as estrelas
que desceram de Selene.

Olhos de safiras
que na noite platinam a penumbra,
descerram todos os véus,
encurtam a madrugada
e trazem esta nova manhã,
onde me olhas
com encanto descomunal,
descortinando
a própria grandeza.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.