Cerração de setembro engole a tua
imagem... a saudade deixa marcas no
asfalto, cheiro de pneus no ar, odor de
distância em meu corpo.
Como reaver os teus aspectos, formas,
olores, os teus regalos?
As estradas adentram as horas, criam
os espaços... vazios de mim a romperem
as longitudes abrindo as avenidas das
vontades, as lacunas dos desejos.
Como desacelerar as batidas de um
coração descompassado, descompensado
de tanto querer?!
Sabor de vida a permanecer como nuvem
sobre minha cabeça quando chovem
pesares... retratos da memória que
me trazem você!
Ruas, esquinas e praças adentram a
minha boca e passam velozes antes as
luzes da noite em meus olhos cegos de
lembranças..., mas, a tua presença é
amanhecer de setembro novo trazendo
renovação, vida nova a florir em minha árida
querência, trama de cores em céu nubiloso,
gama de safiras azuis tecendo chegadas!...

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