SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

03 setembro, 2025

ÁSTER (Cacau Loureiro)


Luziu na escuridão a tua estrela... rútila,

esplêndida, exuberante!

Como duvidar do que clamamos ao universo

quando estamos agonizantes?

Eu aspiro teu cheiro de lavanda, de tuas

mãos espalmadas, jasmim...revigoro-me

para a vida que há de vir e que já se apresenta

exitosa... O que esperar de diligentes querubins,

dos entes guardiães e arcanjos?!

Os sons de nebulosas descem aos meus

ouvidos, a canção com que me tocas a

alma são cânticos diáfanos, sinfonia divinal

que me expande a consciência e me clarifica

as energias...

Ante minhas sombras a tua luz ressurge

com alegria, onde os desertos seguem

noite adentro com as caravanas da

esperança, em evolução e paz.

Em tua destra me coloco, dossel de carinho

e afeições para te decifrar em poesia, para

te decantar em verso e prosa, para te

derramar em estrofes copiosas, pois,

abastada é a vida que há em ti!

Surgiste na imensidão feito luzeiro, como

fanal dos amores escolhidos... De vento

em popa, velas, naus... E doravante, quem

te dirá eu te amo como eu?!...

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