SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

03 setembro, 2025

ÁSTER (Cacau Loureiro)


Luziu na escuridão a tua estrela... rútila,

esplêndida, exuberante!

Como duvidar do que clamamos ao universo

quando estamos agonizantes?

Eu aspiro teu cheiro de lavanda, de tuas

mãos espalmadas, jasmim...revigoro-me

para a vida que há de vir e que já se apresenta

exitosa... O que esperar de diligentes querubins,

dos entes guardiães e arcanjos?!

Os sons de nebulosas descem aos meus

ouvidos, a canção com que me tocas a

alma são cânticos diáfanos, sinfonia divinal

que me expande a consciência e me clarifica

as energias...

Ante minhas sombras a tua luz ressurge

com alegria, onde os desertos seguem

noite adentro com as caravanas da

esperança, em evolução e paz.

Em tua destra me coloco, dossel de carinho

e afeições para te decifrar em poesia, para

te decantar em verso e prosa, para te

derramar em estrofes copiosas, pois,

abastada é a vida que há em ti!

Surgiste na imensidão feito luzeiro, como

fanal dos amores escolhidos... De vento

em popa, velas, naus... E doravante, quem

te dirá eu te amo como eu?!...

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