SOBRE ESTE ESPAÇO

"Há palavras que nascem para explicar. Outras, apenas para tocar. Este é um lugar de travessias. Aqui repousam poemas, reflexões e fragmentos de vida escritos ao longo dos anos, preservados no tempo em que surgiram, como quem guarda cartas antigas ou fotografias da alma. Não escrevo para ensinar verdades nem para oferecer respostas prontas. Escrevo para compreender os caminhos, os encontros, as ausências, os recomeços e os silêncios que nos transformam. A poesia é a linguagem que encontrei para dialogar com o invisível, com a memória, com os afetos e com tudo aquilo que insiste em florescer dentro de nós. Seja bem-vindo. Caminhe sem pressa. Algumas palavras são abrigo. Outras são espelho. Talvez alguma delas tenha esperado por você. Claudia Loureiro."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

17 setembro, 2025

CONSTELAÇÕES (Cacau Loureiro)

 

Os ventos de setembro atravessaram o meu

coração, a saudade veio fria a cortar lembranças,

a entrelaçar memórias...

Mas, outubro virá rosa como os teus lábios

carnudos e a tua boca dadivosa nos portais

de um novembro pressuroso.

Tua radiante constelação fará das asas de

Pégaso, acetinadas, como visão austral dos

mapas dos corações dos homens nos caminhos

do espírito feminino da mãe Terra.

Como nascentes nos caminhos das águas férteis

do teu ventre livre, como movimento da tua nudez

libertária, assim os dois rios abraçarão todas as

sementes... E em nova terra, fortes galhos elevarão

as flores perfumadas aos céus em contemplação

ao divino em nós, Órion e Antares em binário cosmos

em evolução, e tu, guardiã do oeste em curvilínea

cintilação! E o teu sorriso será sol a despertar minhas

manhãs luminosas, girassóis de sonhos enfeitarão

seus cabelos... Nobres frutos adocicarão nossos corpos

nus, em banquete de almas gêmeas, num amor absoluto.

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