SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

08 abril, 2011

ANTROPOFAGIA MODERNA (Cacau Loureiro)



Os homens continuam cantando as suas canções...
Nenhuma comoção poderá esmaecer as dores dos
que perderam seus filhos de forma injusta e indigna.
Quantos doentes da mente professam um Deus
mentiroso, num fanatismo fatal que jamais permitirá
saber-se o que é o amor e a tolerância.
Matam-se todos os dias os diferentes porque estão
no alvo do egoísmo e do orgulho mesquinho de
seres que se fecharam em seus conceitos retilíneos,
nos seus falsos moralismos, porque verdadeiramente
a diferença será a mudança.
Onde os olhos não veem e os corações não sentem,
não há santidade, quiçá salvação.
O que será impuro neste mundo vão?!
O Grande Mestre nos disse que o que é impuro não
entra pela boca, mas dela sai.
É preciso que os grandes homens, que não são os
poderosos de nossa terra, assumam um compromisso
com a vida.
Despida das lágrimas, pois que as minhas nada valem
diante de quem teve a perda irreparável de um filho
que jamais voltará a sorrir em suas vidas.
Não há choro que lave suas almas, não há luto que encubra
em seus espíritos a indecência que é a violência entre
os iguais.
Homens hipócritas, canibalismo selvagem!...

4 comentários:

  1. Minha querida

    Não há palavras para comentar tal barbaridade...apenas uma oração.

    Deixo um beijinho
    Sonhadora

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  2. oi Cacau,

    que cantinho mais lindo...
    pena que cheguei num momento de tristeza tão grande,

    pena ver sonhos destruídos precocemente,
    famílias transtornadas...

    inacreditável...
    Realengo nunca mais irá esquecer a dor desse 7 de abril...


    mas me instalei por aqui,tá?
    se quiser um chazinho quentinho estou te esperando de portas abertas...

    beijinhos

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  3. ANTROPOFAGIA MODERNA (Cacau Loureiro)

    É preciso que os grandes homens, que não são os
    poderosos de nossa terra, assumam um compromisso
    com a vida.

    Cacau, copiei um trexo de sua [nossa]
    indignação...Que fatos cmo oque acontecido em Realengo, nunca mais aconteça...Até quando vamos ver fatos como este,eles já esquecem de muitos, Ex: João Hélio...Basta

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  4. Um belo trabalho poético, parabéns amiga. Abraços

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