SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

04 abril, 2011

FOGO MORTO (Cacau Loureiro)


Há nesta tarde um tênue sol a adentrar
minha janela...
O que será capaz de aquecer meu coração?...
Neste mundo de sonâmbulos só o amor
dormita...
Não há olhos capazes de ver o milagre da
vida; Não há ouvidos aptos a ouvirem o som
do coração.
Há flores abandonadas no jardim dos
seres sós, fato é que a solidão é opção
dos frustrados e egoístas.
O caminho dos altruístas é como veleiro
no mar, não deixa rastros, e no entanto,
indelével a sua marca.
A minha história eu teço a cinzel, a ferro e
fogo, e todo aquele que veio a este mundo
a passeio, é fogo morto.

Um comentário:

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Para contato direto: 📩 [claudia.loureiro@live.com]

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