LÍRICOS OLHARES

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"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo" (Dom Quixote)

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“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)





4 de abril de 2011

FOGO MORTO (Cacau Loureiro)

Há nesta tarde um tênue sol a adentrar
minha janela...
O que será capaz de aquecer meu coração?...
Neste mundo de sonâmbulos só o amor
dormita.
Não há olhos capazes de ver o milagre da
vida;
Não há ouvidos aptos a ouvirem o som
do coração.
Há flores abandonadas no jardim dos
seres sós, fato é que a solidão é opção
dos frustrados e egoístas.
O caminho dos altruístas é como veleiro
no mar, não deixa rastros, e no entanto,
indelével a sua marca.
A minha história eu teço a cinzel, a ferro e
fogo, e todo aquele que veio a este mundo
a passeio, é fogo morto.

Um comentário:

Silviah Carvalho disse...

Poema muito bonito e forte, parabéns.