SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

06 abril, 2011

PRÓDIGO (Cacau Loureiro)



O vento frio que bate à minha porta não

traduz a minha alma em constante erupção ...

O meu peito, a minha alma, o meu coração

coloridos por teus olhos, fazem-me traçar

caminhos de aedo, assim, em tua cítara

eu ouço as mais belas canções.
Trago nos dedos o teu raro dom, amar,
e misturo-me à tua essência
rara, amor.
Em teus adocicados aromas eu sintetizo os

sabores de todas as cores que permeiam

este mundo vão, desse modo edifico as

belas artes, porquanto, viver.

Das ervas benignas cultivadas nos campos

de tua beleza sem par sou humilde cultivador

de sonhos, posto que tuas sementes benéficas

enfeitam meus dias , enobrecendo a árvore

da minha vida .
Sacia-me pois com teu fruto saboroso,

pois quero ainda ao sabor dos ventos

colher açucaradas promessas ao lado teu.
Meu peito imensamente amante refaz-se em

graça, porque tu és benção em meu traço belicoso.
Contigo eu revivo em paz e , em verso e prosa,

em silêncio e luz .
Em tua poesia que me consome e estimula
eu quero respirar e inspirar-me em teus odores.
Em teus gestos delicados e sutis eu tento

apreender tua afabilidade; em tua singular
brandura eu aprendo a cultivar a ternura que

tu sabes exercitar.
Dá-me teu fruto de singular sabor, a iguaria

invulgar que os pacientes conquistam e
que satisfaz o mais exigente paladar;
dá-me sob tua sombra, o sabor aprazível e

incomum do teu prodigioso amor!...


2 comentários:

  1. Já nas duas primeiras linhas podemos sentir este teu intenso poemar.
    Amei ler este belo poema carregado de palavras profundas e ao mesmo tempo - coloridas.
    Lindo!!!
    Abraços

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  2. Minha querida

    Uma bela declaração de amor...uma melodia linda, adorei e deixo um beijinho carinhoso.

    Sonhadora

    ResponderExcluir

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