SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

26 março, 2026

PLENITUDE ( Cacau Loureiro)

 

Eu busco, sim,

as trilhas da felicidade…


e isto

são relatividades da vida.


Há um ciclo novo,

mais consciente,

vindo em minha direção—


porque sinto,

com coragem,

sem me perder de mim.


A capacidade de transformação

exige esforço

e entrega…


pois me acolho

quando crio

e quando me despeço.


Nada fica para depois.


O fim do túnel

reluz

como preciosa joia—


então me visto

para o baile:


sem carruagem de abóbora,

sem o bater das zero horas,

sem os sapatos de cristal.


Eu me reconheço

todos os dias.


Meu espelho

é minha consciência,


com a qual converso

toda as noites,


quando me proponho

a viradas honestas.


Os arcanjos

me falam de superações,


nas madrugadas

de profundas meditações…


ante as espadas,

ponho o coração;


ante as injustiças,

tenho a clareza do tempo—


esse que voa

com os ventos

das novidades.


Quem cruza o meu caminho

não me define.


Estou inteira.

E não endureci.


Que quem venha

desperte o que já é meu—


porque estou viva,

de corpo e de alma.


E toda verdade

do que realmente sou


se levante

como flâmula


que tremulará

pela eternidade.

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