SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

23 agosto, 2015

TOLOS BÁRBAROS (Cacau Loureiro)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todo o possível será feito quando o refazer

também for quase impossível.

Por que insistimos em não ver?!...

Deixar em nós o que de fato nos

impulsiona para a vida ao invés de

escolhermos pela superficialidade,

pelo descomprometimento das

coisas passageiras.

O dedo na ferida não basta e o silêncio

bastará para fazermos a mudança?!

Aprendamos ouvir, mas também constatar

as falácias, discursos empobrecidos daqueles

que andam vazios, espectros das ostentações.

Quem nos olhará com o mesmo olhar que

pousamos?

Quem nos falará com o mesmo tom que

refratamos?

Sei pouco sobre a vida pois já dizia o poeta

que a caminhada se constrói com o caminho

que trilhamos. Quem terá o cajado da verdade

e a dignidade da justiça?!

Os que mais se sentem injustiçados são os

que tingem de sangue inocente suas espadas.

Haverá perdão para os genocídios requintados?

Pois quem acredita que vivenciamos a nova

era é um tolo.

Aqueles que permitimos ser são os que mais

nos mutilam.

Ouso caminhar contra as correntes...

A barbárie humana não me fará ser

omisso, tampouco, covarde!
 

Um comentário:

  1. Olá, querida Cacau
    Também remo contra a maré... não tem como ser diferente na atualidade...
    Bjm fraterno

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