SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

28 outubro, 2010

SILENCIO (Cacau Loureiro)


Não ouço mais as vozes do meu coração,
calado e cansado segue devagar, num
novo ritmo que faça brotar novas emoções.
Não ouço mais as canções do meu coração,
batido e abatido segue sem fazer alarde,
junto aos novos sons do mundo.
Tento extrair poesia em meio a todo o seu
massacre... na verdade, não sinto exasperar-me
a dor, não sinto desesperar-me a ausência.
Em meio ao caos, aos vendavais da saudade,
minhas asas alçam voos maiores, enquanto
o meu coração se satisfaz com as emoções
menores.
Sigo os meus rumos, anversos aos que já
teci, talvez, horizontes abertos para a vida
que não vivi.
Portanto, as feridas abertas instigam-me à
luta, inspiram-me as letras.
Intrépida, ateio fogo nos monumentos de
cera que criei, vou lavando as aquarelas
que pintei das pessoas frias e fingidas;
melhor viver com a nua e crua realidade
dos seres...
Tenho visto muitas coisas, mas escolho
enxergar as que me são preciosas aos
olhos e ao espírito.
Ainda somos os mesmos animais de outrora,
sucumbindo ante os nossos mesquinhos
caprichos, ao nosso cruel egocentrismo.
Entretanto, sigo adiante, na esperança de
reconhecer que coisa inútil me dói...!

3 comentários:

  1. "Em meio ao caos, aos vendavais da saudade,minhas asas alçam voos maiores, enquanto o meu coração se satisfaz com as emoções menores."

    Fiquei aqui parada tentando falar à altura de tuas letras, mas não consegui você disse "tudo".

    Beijos pra Ti

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  2. Obrigado por compartilhar este lindo poema :)

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  3. Minha querida
    Muito belo, embora nostálgico,mas a nostalgia é a vida do poeta, adorei.

    Beijinhso
    Sonhadora

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