SOBRE ESTE ESPAÇO
❦ LÍRICOS OLHARES ❦
Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.
Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.
Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.
Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.
Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.
— Claudia Loureiro
14 junho, 2013
A NOTÍCIA ESTÁ NAS MÃOS DOS QUE GOVERNAM (Cacau Loureiro)
12 junho, 2013
VIÇO (Cacau Loureiro)
03 junho, 2013
TRANSMUTAR (Cacau Loureiro)
Há tempos que um sonho adormece
e se repete como uma prece que vai se
ritualizando como um mantra.
que paira no eterno, e no entretanto
a sua dimensão se delimita em minhas
mãos, pálpebras e passos apressados.
E eu quero seguir... fluindo a vida que
se principia e se encerra a cada gota
de orvalho que cai, a cada letra que floresce
e pauta toda a caminhada.
Quando abri os olhos e enxerguei as flores,
o meu espírito foi tocado pelo divino e a
poesia correu em minhas veias, como um
fluido consubstanciado pelas intempéries da
alma que vagueia só.
E o meu tempo corre no seu contratempo
em desarmonia de ventos e tempestades.
Pois que eu testemunhei o tempo fundir-se
no fogo das paixões e renascer mais corajoso,
vi a fênix da vida despedir-se no ocaso subdividindo
um para que dois sobrevivessem.
Respiro nesta simbiose de pranto e alegria
num lapso estacionado em fantasia e sombra
para que eu possa amanhecer mais forte!...
05 abril, 2013
ETERNAL (Cacau Loureiro)
Desejo estar em teu coração como
tu estás no meu...
Por todas as lágrimas que choramos,
por todo o tempo que esperamos o
amor não foi acaso.
sentido real das flores... as rosas
que hoje te dou cultivadas foram
desde o primeiro olhar, banhadas
foram na tua suavidade e delineadas
foram no teu frescor outonal.
Pura seda é a tua pele onde eu
deito os meus anseios todos e a
cada beijo teu dás-me mais um sonho
para sonhar...
E eu desenho o teu corpo em minhas
mãos para moldá-lo a minha retina
para que eu te esqueça jamais porque
quero ser sempre para ti a aurora clara
e nova, a doce estrela da manhã que
inaugura todos os afetos.
E eu te sondo em meus movimentos, e
eu te perscruto em minhas pálpebras,
e eu me apreendo em teu sabor legítimo.
E quero estar incansável em teus cetins,
envolta nos filós dos teus apegos pois
que em teu beijo eu ensejo a eternidade!...
04 abril, 2013
AUSO (Cacau Loureiro)
31 janeiro, 2013
MUNDO ANTIGO (Cacau Loureiro)
Deixemos a poeira das cisões baixar,
o que não tem antídoto também não
tem remédio, remediado estará.
No rumo das palavras que perderam
o sentido dorme o verbo sem raiz, o
discurso radical não diz sim, não diz não.
Vorazes, contendamos com espíritos
semimortos; sangrentas espadas na
dimensão dos tempos atuais, num
cansaço que vai tomando a alma aos goles.
Na estação das armas perdemos a inocência...
e a paz que não vem!...
Há um futuro estacionado no presente,
ares que não purificam, paredes levantadas,
muros que dividem iguais, as grades que não
corrigem ninguém!
Não há verdade nos sons que adormecem
na garganta, posto que toda a verdade
malograda tem dois gumes, ou ela mata ou
ela fere.
Nos dias de hoje onde falta coragem, a
indignação também é um ato de amor!...
29 janeiro, 2013
VOANTE (Cacau Loureiro)
são os mais dolorosos, contudo,
também não os mais fáceis.
Rego minha sensibilidade em
profusas lágrimas porque a
felicidade precisa ser plena, real.
o rumo dos que se reconhecem
não fica falto de sol.
Há que existir melodia no que
passamos ao que conosco
caminha... sentir a proteção
dos que carregam a clava forte
da verdade e da coragem porque
amar é mais que encontro, também
é despedida.
santidade é para os utópicos,
amor para os humanos, assim disse
O Grande Mestre.
Eu quero a humanidade que liberta
onde aquele que amo me dê asas,
mas que também saiba voar...







