SOBRE ESTE ESPAÇO
❦ LÍRICOS OLHARES ❦
Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.
Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.
Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.
Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.
Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.
— Claudia Loureiro
02 janeiro, 2012
ABJUGADA (Cacau Loureiro)
21 dezembro, 2011
MATURAR (Cacau Loureiro)
guardarmos o inesquecível...
Em nós moram muitas dores, momentos há
que elas se ajuntam e congregam para o
crescimento moral, espiritual.
As alegrias que vivemos, são como as flores que
se renovam a cada estação, e elas trabalham
incessantemente, assim como os lírios do campo,
na simplicidade e no silêncio da própria natureza
que os faz mais bonitos.
Saibamos que a hora certa para mudar é aquela
que bate no relógio do tempo, e nos diz que é
tempo de transformação.
É certo também que jamais mudamos os
companheiros de caminhada, pois, nossa jornada
maior é mudarmos a nós mesmos.
Há tesouros guardados em torno de nós esperando
a certa hora para os descobrirmos... Mas, antes,
é preciso amadurecer...
FELIZ NATAL!
29 novembro, 2011
FLAGELO (Cacau Loureiro)
27 novembro, 2011
PASSAVANTE (Cacau Loureiro)
Ele tira o véu de minha alma, e não mascaro
o meu desgosto, posto que diante D’ele
criança coloco-me, novata sou no espaço
do eterno infinito.
Deixo-me ao vento dos dissabores, contudo,
a mão do mestre é-me elmo e defesa.
O tempo cura as feridas, e todos e tudo passaremos,
assim como indefesos passarinhos.
O arauto da vida transforma o mundo, pois
que somente Ele, é justiça e amor.
28 setembro, 2011
ANDAR CONTIGO (Cacau Loureiro)
brota amor.
Ouvi dizer, outrora, dos corações mansos...
É privilégio existir contigo.
E de mim para ti vai a paz, a paz que neste
meu tempo de guerra é cura de alma,
libertação de espírito. A mesma paz que
aprendi contigo.
Tenho caminhado na escuridão através
dos teus olhos, desta tua luz que fulgura
em irmandade, em desvelos e não tenho
te facilitado os passos, pois que o teu perdão
é paciência e também doçura.
Sei, não há santos nesta terra de misérias,
mas, há os que limpam as feridas e nos
mostram horizontes de esperanças.
Tua trilha de fé e flores é tão bonita!...
Nesta jornada de aprendizado, feliz estou
por andar contigo!...
14 setembro, 2011
IGUARIA (Cacau Loureiro)
provar o que de ti me embriaga?!
Ah! Em tua mansa fala todas as
cores vibrantes da sorte, todas as
luzes envolventes do afeto!...
Em teu amplexo criança, menina fico
e brinco nas tranças do destino feito
donzela.
Em teu nobre dossel tornas-me branda,
algodão de nuvens, porque só tu és
doce mel, ensejo dos meus dias,
nova lua...
Em teu beijo, pele e pelos eu deito
meus desejos, posto que em ti há
sossego onde não se deixam há
muito meus sentidos mortais.
Em teus olhos vivifico-me, pois que
irrompes em mim um animar de
mundos metafísicos, onde os lobos
adormecem e as panteras despertam.
E, no entanto, afabilidade e doçura
agitam-me músculos e sentimentos e
faz-me descobrir novamente encantada.
06 setembro, 2011
RARIDADE (Cacau Loureiro)
05 setembro, 2011
RESILIÊNCIA (Cacau Loureiro)
Quanto pranto verti na demente espera!...
As lágrimas do desafeto e do desprezo
molharam-me a alma, fizeram-me crescer.
Mas, descobri na dor que também mora em
mim um anjo que abriu suas asas ao sol da
solidariedade.
Não há perecer eterno quando a vontade
que sobrevive em nós é de viver para amar...
As nuvens muitas vezes passam manchando
o céu de cinza, mas, a essência dos aprendizes
viajores sabem que o firmamento é azul.
Os dissabores também chegam sem avisar,
embora, sejamos seus maiores cultivadores.
Minhas alquebradas asas insistem em voar para
um horizonte de paz... em meio à guerra reconstruo
meus sonhos adolescentes massacrados pelos
insensíveis resilientes. Porém, meu sangue quente
não é vingador!...
Desejoso de amor meu espírito segue liberto ante
os grilhões e as grades dos desnaturados.
Na estrada aprendi que infinito é o universo divino
e tão diminuto é o universo dos homens... não sabem
eles que a força sempre esteve na delicadeza.







