SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

29 novembro, 2011

FLAGELO (Cacau Loureiro)


A raça humana tem esperado há séculos

o seu salvador, alguém de carne e osso
que fosse sacrificado por ela.
De fato, acredito no Cristo como personalidade
histórica, um ser singularíssimo, dotado
da mais alta luz dentre os mortais.
Se o que vivemos hoje são as trombetas
dos apóstolos do apocalipse ou dos
cavaleiros andantes das utopias
crucificadas pela cruel realidade, sim,
continuemos, pois, a esperar o enviado.
O Homem nunca se despiu da barbárie
e os governadores da espada e da
balança continuam a lavar suas mãos
em decisões judiciais covardes fazendo
de nós, o povo, os bobos da corte.
Até quando esperaremos pelo cordeiro,
já que os messias da modernidade
derramam seus sangues na tela das Tv’s
e nas páginas dos jornais todos os dias?
Os filhos desta pátria pseudodemocrática
são servis, são gentis quando sorriem
felizes e depositam sua fé nas urnas da
impunidade antropofágica.
A realidade de nosso país é surreal e
trágica!...
Não é preciso que se ressuscite o homem,
seja ele santo, enviado, consagrado...
Posto que este está morto, exposto aos
abutres da falsídia e do peculato.
É preciso trazer à vida a dignidade porque
para a injustiça neste país não há grades.
Ela é a peste que se alastra dia e noite, o
inseto infame que nos pica e que nos mata.

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