E o mundo voluteou, assim, os girassóis do
tempo fizeram os seus caminhos... sombras
ecoaram em meus passos solitários, mas, a
minha alma, buscou o sol, alento dos que não
desistem... E o teu astro brilhou ante meus
olhos hesitantes, adentrou minhas gemas e
me fez achar a iridescência das opalas, em
cores que romperam as madrugadas para se
fazerem alvorada nas toadas do bem querer.
Dou-te as flores amarelas de um helianto de
sonhos que se alteou no céu dos amores
esclarecidos, que soprou em minha boca os
bafejos das paixões inesquecíveis. Deixa as
pétalas douradas voarem através dos ventos
da transformação, deixe-as romperem as
distâncias, as estradas longínquas, deixe-as
buscarem as manhãs ensolaradas onde o
paraíso germinou as flores perfumadas
brotadas de tuas mãos... erigidas na firmeza
do barro que edificou a natureza das bonanças;
forte, feito os caules dos girassóis bonitos que
hasteaste em meus canteiros de tristezas!...

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