SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

25 outubro, 2025

GIRASSÓIS (Cacau Loureiro)


E o mundo voluteou, assim, os girassóis do

tempo fizeram os seus caminhos... sombras

ecoaram em meus passos solitários, mas, a

minha alma, buscou o sol, alento dos que não

desistem... E o teu astro brilhou ante meus

olhos hesitantes, adentrou minhas gemas e

me fez achar a iridescência das opalas, em 

cores que romperam as madrugadas para se

fazerem alvorada nas toadas do bem querer.

Dou-te as flores amarelas de um helianto de

sonhos que se alteou no céu dos amores

esclarecidos, que soprou em minha boca os

bafejos das paixões inesquecíveis. Deixa as

pétalas douradas voarem através dos ventos

da transformação, deixe-as romperem as

distâncias, as estradas longínquas, deixe-as

buscarem as manhãs ensolaradas onde o

paraíso germinou as flores perfumadas

brotadas de tuas mãos...  erigidas na firmeza

do barro que edificou a natureza das bonanças;

forte, feito os caules dos girassóis bonitos que

hasteaste em meus canteiros de tristezas!...

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