SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

10 setembro, 2015

PRECE DILETA (Cacau Loureiro)

















Até aqui o Bom Pastor guiou-me e
por Sua misericórdia estou de pé.
Há um Deus pleno e perfeito em
sabedoria que olha por nós e não
há força contrária a convicção da
onipotência que Ele exerce sobre
tudo e todos.
Nas areias do tempo suas pegadas
e ensinamentos são inefáveis.
Nos caminhos do Pai incenso, ouro
e mirra abrandaram meus lamentos,
apascentaram meu espírito, aquietaram
meu coração.
Unge-me oh Pai em teu óleo de santidade! 
Acerca-me de teus anjos!...
Lava-me o corpo com os cabelos da
humildade, perfuma-me as mãos! ...
Em teu cálice fecundo preencha-me
da fé que resguarda e cura.
No mar dos desenganos do mundo
silencia-me a revolta.
Que em pão e carne multipliquemos
o amor que patenteaste na cruz, e o
vinho levantemos no graal de ouro
que espraiaste tua presença para
sempre nesta terra em oblação de paz.
Ante as hipocrisias dos templos
expulsa-nos a fera bárbara que devora
os teus caminhos há muito preparados.
Nas arenas da modernidade que
possamos ser teus companheiros e
não o abandonemos ou repudiemos.
Que na fornalha das injustiças que 
degenera as gerações possamos ser 
homens a erguer a espada do perdão.
No outeiro das angústias possamos
ser cireneus da tua palavra, caminheiros
da verdade, peregrinos da salvação! ...

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