SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

26 agosto, 2015

ANJOS MODERNOS (Cacau Loureiro)













Erigem- se dentro desta selva de pedras

as sementes da benignidade, tímidas

quase extintas.

Por estas trilhas do mundo muitos se

perdem pois não há como recolher maná

quando a ambição assola sonhos e projetos.

Objetos da violência dissimulada nos

entregamos sem resistência.

Ignoramos os caminheiros da esperança

que conosco seguem... Ouvidos apurados

apenas para as falácias inócuas, falsa oração

dos hereges.

Ocos senhores dos contemporâneos engenhos...

A casa grande desarrumada... Os podres poderes

a engendrar a falência do povo.

Judas amealha suas almas!...

Vislumbro calvários de todos os tempos, arca

de torturas, arcabouço dos desenganos, calabouço

dos covardes silêncios.

Anjos caídos somos a espera de um milagre.

Diante das omissões a consciência ainda nos

fala pelas vias do absurdo.

O tempo é escasso e veloz, até quando

esperaremos?

Até quando mastigaremos as pedras desta

selva de injustiças?! Levanta-te nação!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.