SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

16 janeiro, 2013

À MERCÊ (Cacau Loureiro)

 














Caminho de escarpas...

Por acreditar nos homens grassaram

em pedras as ervas daninhas.

Não posso crer que aqui terminam

os caminhos da luz!

Pela paz que busquei através dos atos

de minhas mãos, pela guerra que fiz ao

me direcionar para bem, não podem cessar

por aqui os caminhos...

O que fiz além de acreditar?!

Pergunto-me o que fazer diante das

montanhas que não movo, da chuva que

não vem molhar os meus desertos, do sol

que não vem iluminar minhas sombras?...

Onde estão os profetas deste mundo

caduco, as almas destes homens loucos?!

A insurreição dos meninos simples

quando advirá?!

Estou à mercê do Mestre da humildade porque

sei que “Ele” não veio para chamar os justos...

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