SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

14 agosto, 2010

VELHA INFÂNCIA (Cacau Loureiro)

Quando eu era ainda pequenina,
quando as meninas dos meus olhos
sonhadoras, fitavam o céu e o mar
como promessa, eu sentia a vida
tão vertente no cheiro das flores
das paineiras que acarpetavam o
meu quintal todo de rosa, colorindo
a minha alma fantasiosa nas manhãs
de aragem fresca de outono.
Hoje, ainda fito da janela a mesma
paisagem que outrora desvendei...
A serra distante, neblinada descaindo
em ondas verdes sobre as casas,
cromatizando ainda de certa forma
a minha alma hoje desfigurada.
Criança... na franqueza clara do
teu riso eu louvo a vida, porque
vida eu vejo em ti, nos teus olhos
eu vejo a esperança aclamar a
liberdade do ser, do viver para
germinar, do sonhar com um porvir
colorido, muito mais multicor do
que os desenhos que pintei...
E ainda constato, como ontem que
é preciso caminhar de encontro à
velha infância, do que fomos e somos,
que é preciso acreditar no cheiro
das flores, na inocência dos homens,
na sorte das crianças, e na coragem
que nos incentiva a caminhar, apesar
de tudo, de encontro ao futuro!

3 comentários:

  1. Como sempre, os bons pensamentos nas melhores palavras...
    Sabe que agora prestei atenção no seu perfil, vc mora pertinho de mim? Eu moro em Coelho Neto, uns 20min de vc...mundo pequeno, né?rs
    bjos.

    ResponderExcluir
  2. Obrigado, é pouco! Muito obrigado, é bom!

    ResponderExcluir
  3. Muitíssimo obrigado, não é demais! rs

    ResponderExcluir

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.