LÍRICOS OLHARES

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"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo" (Dom Quixote)

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“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)





19 de agosto de 2010

VATE (Cacau Loureiro)


Busco em tua imagem distante
a inspiração nestes dias de mim
tão ausente.
A tarde é morna e nebulosa;
a tarde é longa e exasperante...
Intrigante é aspirar teus ares,
voar em tuas asas de aedo.
Em meu imenso azul és solitário
pássaro a planar sob as nuvens
de minha alma itinerante.
Calada, permaneço, quando minha
verve é distintamente loquaz,
entusiasta, versada.
Não sei sobre tudo, mas, ora sei
que não me bastam as palavras.
Quero permitir-me em tuas mãos,
revigorar-me em teus lábios
ardentes, aquecer-te com minha
pele calorosa, tocar-te agudamente
o espírito persistente, onisciente.
Há urgência em meu corpo...
O meu instinto ariano grita combativo,
contundente.
Conto amargamente o tempo lento,
irritante.
Sim, eu quero... deitar-me calma em
teu leito e repartir singularmente o
que sobeja em meu sequioso peito.

4 comentários:

Poesias Encantadas disse...

Olá Cacau,
Belas palavras para encerrar meu dia exaustivo; tu descreveu com maestria a ânsia do mar!

Um grande abraço para você!

AC disse...

Cláudia, você trata muito bem as palavras nessa sua ânsia de amar.

Beijo :)

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amiga! Passando para te desejar um belo domingo e dizer que amei o poema. Muito profundo e dotado de muita sensibilidade.

Beijos,

Furtado.

Anônimo disse...

esse grupo é um dos meus preferidos, ainda mais quando sabemos o objetivo das palavras. bjs