SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

02 agosto, 2010

INUMANO (Cacau Loureiro)


Cerro meus olhos para o passado,
lembranças são facas que ferem...
Há sonhos dilacerados pela distância,
há os corações inertes e vazios...
Há cílios molhados.
Em fio fino equilibra-se o amor dos
superficiais, e nem sempre o maior
sentimento é o bastante para agüentar
as agruras da ingratidão.
A sombra da desilusão vem de mansinho,
não faz alarde, e assim corrompe todos
os sentidos, deforma a esperança, faz
florescer o egoísmo; transfigura rosas
em espinhos, converte dádiva em maldição.
As águas sob os moinhos envelhecem,
estagnadas pelo falso amor, pelas
dissimulações, pelo desinteresse,
pela face mascarada dos insensíveis.
Pois que caiam as máscaras!...
Arrebentar os laços só dói para aquele
que os edificou.
Um dia as águas gastarão as pedras,
um dia os homens entenderão além
do tempo presente.
Um dia os homens tornar-se-ão humanos...
Ou passarão... Mas, eu, passarinho!

9 comentários:

  1. cerrar los ojos al pasado que lastima, que sigue humedeciendo las pestañas cada día, no es algo facil de hacer.
    me gusto leerte, te dejo mi calido saludo.

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  2. Olá querida Cacau Loureiro, que as mascaras da desilusão e do sofrimento caiam e libertem sorrisos de paz e amor para sempre nos rostos do humanos, se possível, que cantem os pássaros. Muito profundo seu escrito.Parabéns.


    forte abraço

    C@urosa

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  3. melhor deixar o passado lá no lugar dele e não carrega-lo nos ombros...
    Belo poema.
    Bjos achocolatados

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  4. Faça a tristeza vôar, para bem distante, onde o pensamento não consiga alcançar. Deixe somente a felicidade tomar conta do lugar no seu coraçao.. Amei seu blog, já sou seu seguidora com muita alegria. abraços carinhoso.
    Terei prazer em receber su visita em meu blog.

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  5. Faça a tristeza vôar, para bem distante, onde o pensamento não consiga alcançar. Deixe somente a felicidade tomar conta do lugar no seu coraçao.. Amei seu blog, já sou seu seguidora com muita alegria. abraços carinhoso.
    Terei prazer em receber su visita em meu blog.

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  6. Apesar das ervas daninhas
    a seara não deixa de dar trigo
    e de entre todos aqueles com quem caminhas
    alguns deixarão em ti a imagem do amigo.
    Há gente boa e gente má em toda a parte
    me dizia um ancião no Alentejo
    portanto há positivo e negativo.
    Há que ver também o belo, sentir o cheiro das flores.
    Ter sonhos, esperança no futuro e agir quando preciso.
    Viver a vida intensamente, que é tão curta. E sendo felizes daremos também felicidade.

    Com amizade

    ARFER

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  7. O passado não retorna e o futuro é uma incógnita, não sabemos nem se irá acontecer, portanto, vivamos o presente.

    Beijos,

    Furtado.

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  8. Um forte abraço, Cacau.

    (Me gustó verte por mi casa)

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