SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

20 julho, 2010

ASCA ( Cacau Loureiro)


Com a alma em prantos eu vou revendo a História... Esqueléticos homens diante de espíritos incultos curvam suas frontes, arquejam seus ombros avançam para os campos sem volta. Quem mais lavará as mãos?! Na extensão da arena seguem a implorar pais, amigos, mães, irmãos... até quando?! Fumaça, cheiros, gemidos, a verdadeira bomba “H” explodiu mais que terras, quarteis, estradas, ela explodiu corações. A humanidade segue incontinente como símbolo da destruição e o seu tempo parou nas valas das transformações inglórias, nas minas que não lhe erguem tesouros, nas trincheiras que lhes rebaixaram soldados, nas balas que lhes silenciaram os rebentos. Quando o homem fará sua própria ressurreição, emergirá dos escombros de sua podre ambição!? Imagens passam velozes no vórtice do tempo, homem caos, cães ferozes, algozes das etnias, ases suicidas indomáveis, camicazes da mutilação. Adeptos da falsa moeda, judas e vendilhões nos templos ensanguentados do solo das religiões. Mortíferos vagões instituindo com covardia a nova ordem mundial das nações. Cartas que nunca chegaram, outras tantas que jamais foram lidas; castas, classes, segregação levantadas como estandartes, insígnias de poder e maldição. Diferentes homens de indiferentes olhares, oh Pai, o que será libertação?! Corpos sobrepostos... bandeiras, rações, partidos, morada de lobos guardiões, cova eterna dos lamentos. Às águas passam sob moinhos, ainda há a chuva ácida que não me lava o rosto, mas que me deforma a alma. Toda noite abro o livro... que História contarei para os meus filhos?!... Gases mortais, aviões, tanques, fogo de calcinações... Dante, Dante, o teu inferno há muito está sob os céus!... 

2 comentários:

  1. Olá Cacau, minha mais nova Amiga!!
    Passei para te desejar um feliz dia do Amigo(a), com todo carinho e muita Paz em seu coração.
    Agora quanto ao post, Vixê!!
    Você foi fundo na História.. E que História!
    Há algumas semanas, enviei um breve comentário sobre uma dúvida, que uma seguidora abordou sobre um matéria minha postada, uma música, Hotel Califónia, talvez conheça, mas se não, passe no Blog e ouça.
    Mas comentei o fato, onde abordei o assunto, onde acabei levantando a questão da Guerra do Vietinã. Aí chego aki, dou de cara peimeiro com a linda forma com que vc abordou, com idignação, mas também, com clareza de sentimentos.
    Mas no final, onde vc posta o vídeo, demonstrando a irracionalidade do Ser Humano em persistir com toda essa loucura.
    Pronto!! Fechou a matéria de uma forma exemplar...
    Mais uma vez, meus parabéns pelo lindo e polido comtário..

    Um linda noite pra Ti CACAU

    Bjs

    MARCIO RJ

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  2. triste realidade mas que e uma puara verdade mais que esta na gente tentar que aquelo mude seja un pouco melhor con nossas acciones do bem...

    felicidades

    linda semana
    abracos

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