SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

30 junho, 2010

OUTONO MORTO (Cacau Loureiro)


Nestas horas que alongo os meus dias frios
eu aqueço o esquecimento...
O vento passa gélido e veloz através das
folhagens de um outono morto num beijo de

morte em futuro fruto maturado em vão.
As mórbidas estações fendem o destino das almas,
alteram as rotas das marés e os rumos dos trilhos.
O sol que sempre brilhara no fim da estrada,
apagou-se; não há apogeu para sentimentos parcos,

para os frágeis laços tecidos em indiferença.
Vestígios de belos gestos dissolveram-se na areia
movediça das insanidades, sucumbiram ante as
águas fartas dos extraviados amores.
Faltou dizer, faltou fazer, faltou sentir, faltou saber,
faltou olhar e perceber que um seio egoísta adoece e

morre...
Há partículas de homens suspensas no vento, num
tempo que lhes despiu do amor em um mundo perdido
em outono morto!...

9 comentários:

  1. [ainda que existe na morte das estações o indicio da própria vida; renascida de dentro da palavra, orgânico desejo do vento que nos sustém]

    um imenso abraço,

    Leonardo B.

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  2. Coincidência? Saudações, J. Faller.

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  3. Agradeço-te por tão belas palavras AQUI e em meu VÓRTICE.

    Tens uma ternura única!
    Beijo

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  4. POETA VERDADE,

    Suas palavras são construidas de forma a emocionar e faz refletir sobre o nosso tmpo.

    Visitar seu Blog é estar em uma fonte de beleza.

    Parabéns,
    Jorge Alves

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  5. Cacau...flor de todas as estações...
    lindo seu poema...
    Triste ver um sentimento se perder no vazio do tempo, das palavras não ditas, dos sentimentos mal expressos... fica a morbidez e o amargor do que restou...sem o amor.

    Doce dia pra ti amiga!
    Beijos...
    Valéria

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  6. "....um mundo perdido de um outono morto. "
    bonito isso.
    que bom voltar aqui.,
    tenha um ótimo final de semana.
    Maurizio

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  7. Os maiores pensadores são as pessoas que passam seu maior tempo presos à duvidas e à tristezas, porém são as pessoas mas felizes que já vi.

    Bruno Plagiato

    Uma semana de paz e muita poesia.
    Beijos...........M@ria

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  8. Oi Cláudia, seus poemas são deliciosos e encantadores, seu blog me prendeu, difícil sair, voltarei sempre!!!

    reginadecoupage.blogspot.com

    Beijo!!!

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