SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

03 maio, 2010

NIILISMO (Cacau Loureiro)

O sonho de felicidade não se concretiza
no exterior do mundo, mas sim, no íntimo
de cada ser...
inspiração.
Perdem-se os laços de afeto no submundo
dos interesses materiais, quando o alimento
mais nutritivo nós condensamos na alma...
entusiasmo.
Preciso é que nos preparemos todos os
segundos para receber o nutriente maior
que nos é ofertado pela vida... amor.
Deposito minhas lágrimas para aqueles
que deixaram passar a oportunidade do
verdadeiro crescimento interior...
partilha.
Triste é no alto degrau da existência ver
pessoas voltarem ao primeiro passo,
engatinhar no chão das torpezas, ferir
as mãos e o coração pagando o preço
da omissão...
indiferença.
Recomeçar é preciso, eu sei, recuar jamais...
Esperança.
As folhas desse outono voam mortas,
nunca a humanidade esteve tão estéril,
nunca o homem em tão franco progresso
esteve tão ignóbil, é a idade da pedra em
pleno século da nanotecnologia...
decadência.
Todos os dias nos permitimos à derrota
num mundo onde o Criador nos fez para
a felicidade e para a vitória, porém,
derrotamos uns aos outros solenemente,
sem direito a defesa...
covardia.
Gladiadores sem causa, sem honra,
sem ética, sem moral, sem dignidade,
sem força e sem coragem para dar um
basta em sua própria autodestruição.
Demiurgos do caos, algozes da vida...
Homem... aniquilação.

5 comentários:

  1. Querida, infelizmente vivemos num mundo desigual, é triste ver e saber de coisas tão triste e sofridas, parabens por nos lembra das misérias do mundo, beijos

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  2. Flor amiga...que poema divino...providencial..inspiradíssimo...
    Cacau...que maturidade encontramos em suas palavras... Parabéns amiga...você retratou com absoluta veracidade, o mundo em que vivemos.
    Beijos...

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  3. Olá minha sensível Cacau Loureiro, é impossível ficar indiferente diante dessa imagem, que Deus nos perdoe pelas omissões e que tenhamos um dia um mundo mais justo com todos.

    paz e harmonia em sua vida,

    forte abraço

    C@urosa

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  4. Como era mesmo aquela rima do tempo do FernandoII?

    De Fernando em Fernando vão nos ralando... ou algo assim.

    De eleição em eleição a "democracia" nos dá miséria de montão.

    Parabéns, saúde e felicidade.

    João Pedro Metz

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