SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

11 maio, 2010

AFFECTUS (Cacau Loureiro)


Minhas letras transfiguram-se...
As tardes frescas do outono trazem-me
um novo alento.
A viagem do poeta segue por trilhos que
não tem fim, são estágios sem pedágios,
embora as belas flores avistadas da janela
tenham seus ácidos espinhos.
Mas, eu vejo estrelas nesta tarde que se
deita sobre a noite silenciosa e refaz-me
para sortidos caminhos de sonhos benfazejos.
Uma energia sem limites toma meus sentidos
todos, fulgurante aurora desenha-se no ocaso
dos meus dias, pousa sobre o meu pesar a sombra
amena para apaziguar meu peito irresoluto.
A vida é pressurosa para acorrer aos que sabem
amar, aos que se permitem o bem-querer, aos
que abrem suas lacunas para os alísios da bem
aventurança, do saber se dar.
O trem misto do destino segue adentrando outras
paisagens e eu as vejo com olhos que jamais vira...
Não me cala a voz interior, aspiro ares de moça
terra, da tenra vida que ora brota em mim.
Todos os cheiros do prado fresco incitam meus
impulsos para a dádiva que há de vir...
Nesta vida onde os paralelos não se encontram
eu fito os trilhos que para adiante se cruzam na
mesma direção... o mundo insiste em passar

veloz e eu estaciono lá onde o meu coração
baldeou-se enamorado!...

4 comentários:

  1. Querida amiga Cacau Loureiro, e o coração poeta encheu de nobres sensações a vida de todos, com seu apego e carinho com a letras, parabéns amiga.

    forte abraço

    C@urosa

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  2. Olá Cacau

    Opa! Gostei do clima aqui. Música de fundo perfect!

    Obrigada por estar no Braille da alma.

    Sigo-te!

    Bjuxxxx e xeroooo

    Juliana Carla
    http://www.brailledalma.blogspot.com/

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  3. belo poema
    menina bonita
    claudia
    como

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  4. Lindo seu poema amiga...quem tem dentro de si o Amor...quem nutre o afeto...segue a vida sem medo de tentar ser feliz e vai onde o coração manda...
    Beijos flor...
    Valéria

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