SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

08 abril, 2010

SOLAZ (Cacau Loureiro)














Há muitas rosas em meu jardim, nenhuma
jamais como tu é a mais rubra, é a mais tênue,
é a mais bela...
Os embrutecidos não enxergam as rosas,
divisam apenas a argila que as prendem em
derredor dos espinhos.
Os impassíveis não percebem as rosas, apenas
veem um modo severo de existir.
Sentir a flor que brota em nós é crescer para
a existência, é tocar de leve o presunçoso, é
aspirar profundamente o admirável.
Abrir a alma como as pétalas é desabrochar
para a vida, pois que não há nada mais belo
que o sol adentrando os olhos de quem ama,
é refulgir...
A luz do amor que enverga como a rosa para o
astro maior, regenera e ressuscita, é fonte de
nascimento interior, é cabedal de virtudes, é
edificação de força.
Em minhas mãos todas as rosas deixaram seus
perfumes, e com eles teci o que de terno há
em mim.
Em muitos azuis eu perdi-me, em muitos vermelhos
encontrei-me, em muitos amarelos eu sorri.
Alegrai-vos oh! Homens de corações duros, posto
que as rosas são as taças do alumbramento que
tomamos pelos lábios de todos os desejos.
São néctares que delibamos à mesa das esperanças.
São sonhos dos céus deixados na Terra para nos
despertar...

3 comentários:

  1. Olá minha cara Cacau Loureiro, sou suspeito para falar em rosas, pois, elas estão cravadas em meu próprio nome. Belo e sensível texto.

    Paz e harmonia em sua vida,

    forte abraço

    C@urosa

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  2. Cacau, minha amiga... belíssimo!!!
    Só poderia sair de dentro do coração de uma flor: Você!!!
    Beijos...

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  3. Somos flores, o mundo um jardim, muita beleza e muitos espinhos. Boa semana.

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