LÍRICOS OLHARES

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"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo" (Dom Quixote)

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“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)





13 de abril de 2010

SALMO DÉCIMO NONO (Cacau Loureiro)


Quem és tu que se nomeou patrono de todas as
cousas e causas e não vês que dentre céus e
mares e afora, quem rege os ventos sou eu?!
Vide como o Altíssimo nos proveu de tudo?!
Olhe em volta, veja que tudo que tem origem
no divino é maravilhoso, perfeito e funciona
de forma natural, perpétua e sem máculas.
Vide insano homem que diante da Potência
que provém do alto tu és pequeníssimo, um
reles presunçoso, inoperante em suas limitadas
funções diante da máquina do mundo e do tempo?
Pequeno grão de areia és no fomento do Deus Eterno.
E tu que dizes conhecer-me, ainda não me mostrou
um átomo de que és meu filho, minha criatura.
Saiba que quando eu chamar-te à responsabilidade
serei severo, pois que fui eu que te soprei as palavras
nas narinas para te animar o espírito.
Por que gritas em meio à lama pelo socorro quando
a limpeza tem que começar de dentro de ti oh,
indigno homem que se esconde atrás da falsa humildade.
Não carregues o teu próximo no tropel de tuas paixões,
não vês que por ele também irás responder?!
Aplaca, pois, tuas vaidades e não alimentes o faminto
com a erva perniciosa da arrogância, matarás a ti
envenenando o outro.
O poder não promana dos homens, fadado está à
vergonha aquele que toma para si o “doloso mando”,
não gastes o meu erário às minhas próprias expensas,
dentre os homens só houve um que me foi fidedigno.
Como tomas na minha taça sem ser purificado quando
o teu sangue para mim não tem valia? O povo do Egito
marcou a tua fronte e por onde andares reconhecer-te-ão
e não te terão respeito, a tua fama corre ligeira como a
fome e não haverá lugar onde possas esconder-se diante
da tua própria iniqüidade.
Como ousas tomar o condão sem seres apontado como
honrado quando plantaste a dissensão entre os justos?!
Sabes que pagarás o preço da discórdia que germinaste,
porque nada passa abaixo dos meus olhos.
Filho fraco, este será o teu estigma dentro e fora das
fortalezas, pois que a acusação que carregas ecoará no
deserto em vibrações milenares.
Lembras do que já tirei de ti? Eu posso tirar mais, pois que
eu sou Deus para todo o sempre.
Já há muito não me ouves, seria o bastante para a tua
corrigenda, mas, agora não mais me vês, contudo, eu
não me escondi de ti, perdeste a sanidade e a referência
diante da cobiça e da cupidez, em troca de moedas.
Como dizes que és possuidor, quando tudo o que há na
Terra só tem um Criador?!
Enterraste a modéstia junto com tuas vítimas e tu
continuas com a degradação da tua raça.
A potestade do mal se apossou de tua alma e
anda ao teu lado e já te esconde nas sombras.
O que calcarás com a tua vara desonesta? O covil
das serpentes venenosas?
O lobo faminto anda á espreita e o Bom Pastor
só protegerá suas ovelhas desgarradas, não tu
oh, ímpio que pactuou com o maléfico.
Eu sou a luz, a verdade e a vida, quem de mim
escapará?

4 comentários:

C@urosa disse...

Olá minha querida e sensível amiga Cacau Loureiro, muito profundo e reflexivo, eu adorei:"Eu sou a luz, a verdade e a vida, quem de mim
escapará?" É definitivo!

PS:Adorei também as belas imagens fotográficas no mar da poesia, lindo.Parabéns.

paz e harmonia,

forte abraço,

C@urosa

ALİ EKBER ÇELİK disse...

claudia como vai você

humanidade
todos
tempo
se
envenenamento

ALİ EKBER ÇELİK disse...

mar
vista
e
você
mais
Você é linda

ValériaC disse...

Flor, que lindo seu Salmo...
Muito temos que refletir...nós, insignificantes grãos de areia, temos muito o que aprender e a crescer...para nos tornar mais dignos de sermos filhos de Deus... mas não desistamos, não é mesmo?
Beijos...