SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

05 abril, 2010

INTEMPORAL (Cacau Loureiro)


O solo dos amores é irrigado com lágrimas, mas,
somente alguns sabem chorar suas sementes...
Aos insensíveis, a solidão de dias frios, o silêncio
das almas sós.
Aos inertes de coração nem mesmo o broto da
esperança. Aos empedernidos a relva seca dos
campos mal cultivados.
Os incoerentes dizem saber amar, contudo, suas
palavras carecem das cores quentes dos verões

do corpo e seus olhos não trazem a luz que compõe
o arco-íris das primaveras que nos fazem renascer e
tornam-nos vitais para a natureza, fenecem diante
de quaisquer argumentos contrários, não vislumbram
que o mundo das emoções é complexo e, no entanto,
fascinante.
Quem teme a viagem do amor enterra o supra-sumo
da vida no fosso das desvalidas lamentações.
Um covarde não sabe amar, sabe sim, versar sobre
apegos e conta o tempo feito matemático, esquece-se
que o amor é filosófico, complexo, profundo, atemporal...
Quem somente pensa o amor morre como um calendário
antigo e tranca-se na gaveta do tempo, dentro de moveis
velhos e empoeirados, pois que amar é renovação constante,
assim como as folhas do outono; é despojamento de vaidades,
é o esquecimento de interesses.
Penaliza-me quem não sabe amar, porque tem o fruto maduro
nas mãos e não lhe toma o cheiro, não lhe prescinde o sabor,
não lhe experimenta a maciez, morre faminto posto que
não devora a vida...

6 comentários:

  1. Que lindo poema Cacau... o Amor... sempre o Amor... cada qual lida com ele ou com o que pensa ser ele a seu próprio modo... mas é algo que ninguém deve desistir de viver... é fundamental para todos...adorei este trecho:"Penaliza-me quem não sabe amar, porque tem o fruto maduro
    nas mãos e não lhe toma o cheiro, não lhe prescinde o sabor,
    não lhe experimenta a maciez, morre faminto posto que
    não devora a vida..."
    Maravilhoso...
    Beijos amiga flor...

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  2. Olá minha querida amiga Cacau Loureiro, a arte de quem sabe ou aprendeu a amar, às vezes com certeza, às vezes com dúvida...mas sempre amar.

    Paz, harmonia e mais inspiração em seus dias,

    forte abraço

    C@urosa

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  3. Querida poetisa adorei vistar-te adorei tudo que li, e vi meu parabens, beijos

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  4. Bom dia, cacau.
    O amor sempre será mote de lindas poesias.
    FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom dia para você.
    Sdaudações Educacionais !

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  5. Ola Cacau,

    Gostei da atmosfera do blog, do definicao do seu perfil, tudo atraente.

    Estarei por aqui sempre que puder, se quiser visite o meu cantinho, ele tb sera seu.

    Abracos

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  6. Cacau adorei teu texto!
    O amor é sempre foco,realmente,muitos querem amor,mas são incompetentes para buscá-lo,para os primeiros tempos,ou os momentos difíceis!
    MAS AMAR É CUIDAR,QUEM AMA CUIDA!
    ISTO para mim é amar bem,vale para família,amigos e amores!
    que sigamos amando,sempre!

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