SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

21 abril, 2010

ESTRO (Cacau Loureiro)


Procuro ponderar... impossível!
Perdi a conta da profusão de pétalas que
jogaste aos meus pés.
No meu peito ofegante, na minha alma
errante da saudade arrasto as correntes.
A inspiração que me fascina é lírica,
elegíaca, apaixonante, lúbrica.
Como não suprir a sofreguidão?
Como não suster a lamentação?
Eu vôo como pomba branca entre os sinos
e os cimos dos enlevos, dos relevos da tua
longínqua cidade natal; por sobre os teus
campos abertos, por sobre os teus rios doces,
eu cruzo a tua riqueza, espontânea, natural.
Não mais te vejo como tu te vês em teu espelho...
as nossas rimas rosas, o meu sangue quente,
as nossas auras gêmeas, o meu desejo vermelho.
Tudo me atrai em tua lira, a tua matreira alegria,
a tua esbelta figura, a tua persuasão frontal,
objetiva, segura.
Procuro ponderar... impossível!
Perdi a conta da abundância de frissons
que me perpassam a espinha!...


7 comentários:

  1. Eu vôo como pomba branca entre os sinos.
    Adorei este verso.
    Está nele a sonoridade do sino dolente na tarde calma.
    está nele o vôo branco da pomba.
    este verso é um quadro .
    adorei!

    ResponderExcluir
  2. Cacau,
    bom este seu blog, meu sobrinho Andre professor de Historia de sua filha me indicou.
    depois quando puder da uma olhada tambem no meu blog
    www.notasdeleituras.blogspot.com
    bjs

    ResponderExcluir
  3. Olá minha cara amiga Cacau Loureiro, é o amor pleno que sempre flui em nossas vidas, e bem acompanhado com música de alta qualidade. Parabéns.

    paz e harmonia,

    forte abraço

    C@urosa

    ResponderExcluir
  4. Cacau doce escreveu poema cálido, mas sôfrego e liberto nas asas da pomba em direcção ao bosque imponderado e merecido do amor pleno...

    ResponderExcluir
  5. gosto daqui...Teu blog tem cheiro de flor...
    Vim te convidar a conhecer meu novo blog.
    http://sandra-botelho.blogspot.com/
    Te espero lá tá?
    Bjos achocolatados

    ResponderExcluir
  6. Que maravilha seu poema Cacau...cheio de paixão, de vida,de sensualidade, de sentimentos mil... amei também o vídeo...
    Tenha um lindo final de semana flor...
    Beijos...

    ResponderExcluir
  7. Amiga. Hoje estou passando aqui bem rapidinho só para retribuir sua visita ao Arca. Fiquei feliz com sua visita. Gostei do seu espaço e voltarei outra hora com mais calma e com a dedicação que merece. Beijos.

    ResponderExcluir

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Para contato direto: 📩 [claudia.loureiro@live.com]

Gratidão pela leitura sensível.