SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

01 março, 2010

SALMO DÉCIMO TERCEIRO (Cacau Loureiro)


Pai de misericórdia, eu tenho assistido aos teus milagres
e não tenho como agradecer as bênçãos que tens derramado

em minha vida, por isso bendigo o teu nome!
Só espero em ti Senhor, pois que há muito não confio mais
nos homens e só em ti eu asilo-me e consolo-me. Porque
a superfície e o profundo dos homens se equiparam em
estreiteza e futilidades. Contudo, os homens passam,
assim como os seus valores volúveis e só o teu verbo
permanecerá.
Estive face a face com os lobos e sei que eles querem
o sangue que provém do cordeiro de Deus, eles preferem
a carne exposta dos teus fiéis devotos, mas tu oh Pai
sempre me foste escudo e broquel.
Busquei a paz e a justiça e conheci a ira dos impiedosos,
assim, as minhas lágrimas lavaram o meu próprio coração
e o prepararam para uma nova semeadura de fé em teu
nome e em tua honra.
Os torpes verão a minha transformação, posto que em tuas
mãos oh altíssimo, eu sou águia altaneira desbravando os teus

rincões, eu sou montanha divisando o mar dos desenganos
para em teu rio de brandura requerer o teu fresco batismo.
Sob as tuas asas oh, Pacífico não tenho medo do combate
porque antevejo o laurel daqueles que lutam por teu santo
nome e não há flecha que me fira, não há dor que me assombre,
não há impostor que eu tema porque tu oh Deus meu és meu
estandarte e flâmula para todo o sempre.
Andei em meio ao acampamento do inimigo e jamais contaminei
a minha alma, pois que teus anjos foram-me guias.
Que eu permaneça Senhor sob o teu pendor de crédito,
pois que a raça humana anda a deriva e eu já caminhei
de vendas na malta dos cegos de espírito e tu protegeste-me
para que eu não sucumbisse ao abismo. Por isso te dou
glória, por isso entoo hosanas.
Eu fito a minha seara e ainda me sinto digno, posto que
nunca corrompi a cousa alheia, mas dei meu suor e meu
sangue àqueles que nunca me foram adequados porque
os aviltadores não trazem valores de berço, desconhecem
Pai a tua dignidade.
Eu conheço a minha mãe e o meu pai, eu reconheço a
minha prole e sei que a essência do bem vive neles,
ouça Deus meu o meu cântico porque meu espírito anda
aliviado e o meu fardo hoje é leve por tua generosa permissão.
Ouça meu Deus o meu salmo de fé e graças por teres tirado
do meu celeiro o fruto apodrecido e também arrancado do meu
pasto toda a erva nociva. Graças a Deus!



3 comentários:

  1. Querida Cacau, seu Salmo é tão belo...tão bom nos entregarmos plenamente ao nosso Pai Eterno...não tem maior alegria, maior proteção... nada nos traz mais paz e Amor...nunca nos arrependemos de estar com "Ele" em nossas vidas...
    Beijos amiga...

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  2. trigo
    coletando
    eu também
    muitos
    eu amo
    claudia

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  3. Gracias por acercarme a tu blog ,te sigo cerquita ..bonita cancion ,bonito blog .

    Un besito .

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