SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

21 março, 2010

DELÍRIO (Cacau Loureiro)


Quando nossos olhos cruzam-se e tu foges
da minha petição, fica ainda o perfume das
acácias a pairar no ar, assim como permanece
o meu desejo.
Por que com selvagem instinto refugas e
trotas o chão ariscamente?!
O meu diálogo eu teço caprichosamente no
pequeno instante em que se sondam nossos
olhos, e digo-te tanto falando tão pouco...
A multidão cerca-nos, mas o meu mundo
fechou-se já em ti.
E as palavras ainda diminutas dizem-nos
de tal maneira; e os olhares furtivos falam
tão alto!...
Estou pedindo permissão e sei que já tenho
licença, contudo o jogo da sedução inebria
como vinho, é carmim como o fogo que me
alimenta os sentidos.
O sol que vai alto passa despercebido ante
a metafísica que nos envolve, pois que a tua
rara beleza, esbelta e jovial dança ao derredor
movimentando sorrisos.
Alguém dedilha o violão, a canção que ouço já
tomei para nós, toca profundamente em mim.
Há o flerte no corpo, na boca, no doce da tua voz.
O que dizes é música aos meus ouvidos, porque
não há constrangimentos e já não tenho pressa,
posto que o encontro aconteceu.
Não te desnudo, porquanto tua arquitetura
mais que muito eu domino.
Há uma luz que adentra a minha porta como
abrasador clarão...
Ah! Quando eu pegar a tua mão, ah! quando eu
pegar a tua mão... faremos a mais linda viagem!...

6 comentários:

  1. Bom dia Cacau!!!
    Que linda poesia...que romântica...quem não viveu ou quem não quer tanto viver um delírio assim...
    Lindíssima a imagem.
    Linda semana pra ti, flor amiga!
    Beijos...

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  2. Precisão, encantantamento, o que dizer nada, so observar e aplaudir essas lindas palavras bjux anjo otima semana...

    Marquinhos

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  3. Seja bem vinda tbm ao blog UQA afinal de contar é meu e seu mesmo, comente, palpite manda algumas ideias posstaremos com maior prazer, bjux otima semana....Marquinhos, so falta me add tbm agora la na casa da poesia te espero por la rsrsrsrsrs Bjux

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  4. Olá minha cara amiga Cacau Loureiro, que delirante poema e também uma bela imagem fotográfica, parabéns pela sensibilidade.

    Paz e harmonia,

    forte abraço

    C@urosa

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