SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

17 março, 2010

CANTAREI (Cacau Loureiro)

Na desarmonia
dos meus passos,
cantarei a rebeldia
dos meus versos.
E se tolherem essa
voz que vem da alma,
rimarei os sonhos,
porque os meus
são livres.
Viverei de livres
versos, porque
soltos são os
caminhos da alma,
porque leve é a luz
que nela se espelha.
E se mesmo assim
ainda me tolherem
o cantar, viverei
do riso, porque o
riso é a minha alma,
porque minha alma
é riso.
Porque em minha alma
origina-se a vida.
Porque a minha vida
é canto!


5 comentários:

  1. Que belo Claudia!
    Adorei mesmo.

    Beijo

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  2. Olá minha querida amiga Cacau, cantas sempre com a alma, e, seu canto será sempre belo...parabéns.

    Paz e harmonia,

    forte abraço


    C@urosa

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  3. Cacau querida, que lindo seu poema...cante, sonhe e sorria...tenha sua alma sempre feliz e livre... adorei a imagem e o vídeo é maravilhoso...
    Beijos...

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  4. Cláudia,

    Parabéns pelo belo poema, que presta uma homenagem aos versos livres, que é a forma poética mais expressiva, no meu entender.

    Abraços,
    Pedro.

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