O sol lançou-se sobre a pedra furta-cor dos meus dias...
em meu quarto adentrou o arco-íris
das manhãs ensolaradas de ti.
A cintilação do astro rei abraçou-me o corpo
e me fez vibrar em memórias, acordando-me
para teus olhos rutilantes, para o teu sorriso formoso,
vida rara que rebrilha em teu corpo nu.
O vento morno faz-me nascer as letras
que irrompem do meu peito, ensejando dias
luminosos, pois desejo todas as benesses para ti.
Preciso, uma vez mais, acolher teus cabelos
em minhas narinas, perpetuar teu cheiro
em minhas entranhas para que eu jamais esqueça
o apanágio que é o teu riso solto no sabbath,
em que a tua presença me renova, para que eu
possa te amar no profundo das boas intenções.
Fitar o teu rosto raro, os teus exóticos olhos,
que me guiam à tua boca — lábios que professam felicidade
e tecem as palavras de um porvir promissor.
Por isto pleiteio a tua chegada breve,
o calor radiante de tua proximidade,
porquanto o amor me é necessidade,
me é luz adentrando janelas e portas,
viagem insólita aos portais de um novo tempo,
reescrito em palavras de um futuro bom!...

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