Cantigas, cânticos, louvores, cantares!
Assim a vida vai perfumando os espaços, vai
também, como grãos do trigo germinando nos
guetos... E me nasceu um dia novo, irrompeu do
meu peito e como criança balbuciou os primeiros
sons... evoé, evoé, evoé!...
Bateu-me o sol no rosto e a luz banhou minha
alma traçando à frente, a trajetória das alianças,
das leniências benditas.
Há na natureza a brisa leve que me eleva além
dos contratempos do destino, aos sons do mundo
eu danço a coreografia dos pássaros que vão ao
carinho dos ventos numa amplidão de paisagens
que nos fazem diminutos ante a grandeza da criação.
Há um hino que desperta os milagres, presta atenção
aos sinais, há renascimento por todos os lados,
transições do homem ao prodigioso, elevação das
energias maiores que curam e salvam.
A alegria é semente que se espalha com a gratidão,
colhamos, portanto, os frutos da felicidade...
Há cântaros que sobejam água, óleos e perfumes,
sejamos e estejamos atentos ao sagrado em nós.
Amar, é elevar-se aos céus estando na Terra!...

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