SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

04 maio, 2023

DIVINA CHAMA (Cacau Loureiro)


Eu vi a luz de Gaia antes de sair do ventre
e neste momento a garganta destravou
os primeiros versos de minha existência...
Alguém me ofertou a água viva da fonte
para me matar a sede de conhecimento
e os meus porquês aderiram minha pele
frágil e o meu coração pressuroso.
Uma voz em meus ouvidos sussurrou:
Aquieta-te... a vida é dádiva!...  
Ali pressenti que há caminhos a serem
trilhados, descobertas a serem feitas.
Tateei dentre as tessituras dos seres...
Cambaleei ante as dificuldades nestas
esteiras do mundo...
Chorei ante as diversas perdas... e
silenciei em meu âmago muitos gritos.
Cresci e percebi que nem todos os
caminhos dos homens saciam-me a sede
ou me matam a fome, pois os frutos do
autoconhecimento é a própria caminhada,
muitas vezes solitária...
Ante o burburinho das ruas eu duvidei
dos sonhos, até das tantas mãos que me
alentaram no trajeto. 
Ah! Testemunhei almas francas, o
materialismo abjeto!...
Deparei-me ora sozinho, acompanhado, quieto...
Descobri que o amor é o que faz sentido nesta
grande jornada... e intuí num insight que a
morte é o próprio renascimento da vida!

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