SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

04 maio, 2023

DIVINA CHAMA (Cacau Loureiro)


Eu vi a luz de Gaia antes de sair do ventre
e neste momento a garganta destravou
os primeiros versos de minha existência...
Alguém me ofertou a água viva da fonte
para me matar a sede de conhecimento
e os meus porquês aderiram minha pele
frágil e o meu coração pressuroso.
Uma voz em meus ouvidos sussurrou:
Aquieta-te... a vida é dádiva!...  
Ali pressenti que há caminhos a serem
trilhados, descobertas a serem feitas.
Tateei dentre as tessituras dos seres...
Cambaleei ante as dificuldades nestas
esteiras do mundo...
Chorei ante as diversas perdas... e
silenciei em meu âmago muitos gritos.
Cresci e percebi que nem todos os
caminhos dos homens saciam-me a sede
ou me matam a fome, pois os frutos do
autoconhecimento é a própria caminhada,
muitas vezes solitária...
Ante o burburinho das ruas eu duvidei
dos sonhos, até das tantas mãos que me
alentaram no trajeto. 
Ah! Testemunhei almas francas, o
materialismo abjeto!...
Deparei-me ora sozinho, acompanhado, quieto...
Descobri que o amor é o que faz sentido nesta
grande jornada... e intuí num insight que a
morte é o próprio renascimento da vida!

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