SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

28 setembro, 2022

ÂNFORA DE PAZ (Cacau Loureiro)

 

Como chuva torrencial o teu amor me recobre, pois,

Tu és o manto balsâmico que cura minha alma...

Minhas mãos traçam os caminhos que como filigrana

marcaste para a minha jornada, por isto não temo

os caminhos dos lobos, tampouco, as penumbras dos

homens sorrateiros, ora inflexíveis em seus chicotes,

ora empedernidos em suas convicções extemporâneas.

As ondas da transformação encharcarão a todos, serão

o sal da terra e o sal das águas a limpar as páginas de

nossas histórias ultrapassadas, pois que nossos espíritos

para te receber de novo terão também que ser renovados.

Portanto, olhemos a frente, vislumbremos as ânforas que

a todo tempo estiveram a permear nossa estrada e até aqui

não enxergamos porque nossa sede não era de saciar-nos

o espírito, mas sim, aplacar nossas vicissitudes do corpo.

Ah! Eu não me esqueci que o teu amor zela por mim!

Da imensidão dos céus, da infinitude das terras Tu me

falas no profundo, minhas aflições Tu apascentas...

meus equívocos regeneras.

O meu âmago Tu transmudas, porquanto, és o Senhor de mim, 

és o Senhor de tudo que nos vivifica no contraditório da vida.

Deixa-me, pois, beber em teu cântaro de paz! Ah! Meu Pai do céu... 

Eu não me esqueci que o teu amor zela por mim!... 

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