SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

30 junho, 2016

BASTA!? (Cacau Loureiro)


 
Nem sempre o que aspiramos na vida

quando aparece a nossa frente, e não é

a melhor hora para decidir, nós nos

defrontamos... Por que nós não topamos

a parada?!

Pois que decidir o tanto, o quanto, o tudo que

queremos (na hora que diria, seria a errada)

é "feito" para as têmperas corajosas.

Nossos conceitos tão arraigados, esfacelam-se

ante as incertezas, e nós melindrados pelas

dúvidas recuamos, queremos a dilação do

tempo que não espera; e o bonito, a poesia que

deveria ser consonância para a transformação

do nós, vira dissonância, pois que se perdeu

a época e a hora.

Não creio no Homem ante suas próprias mazelas! ...

Ele se acovarda para continuar no marasmo que

já conhece porque o desconhecido lhe apavora.

Sair-se de dentro de si, é um ato de abandono,

mas também de reencontro consigo mesmo, e

isto é para as intrépidas almas.

Temos que estar amarrados como quando

Primitivos como o cachorro à linguiça?!

Prisioneiros de nós mesmos não nos deixamos florir,

nem para a vida, nem para o outro e nem para si.

Nem mesmo para a palavra que liberta que

seja a do não ou do sim.

Não queira agradecer-se por não ter se

empenhado em nada, nem no fio do bigode

e nem no fio da navalha.

A vida ela não apenas deve ser bonita, mas deve

me convencer de que o mundo para uma jornada

só, não basta!? ...

2 comentários:

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