SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

14 setembro, 2011

IGUARIA (Cacau Loureiro)


O teu nome é ternura... Como não
provar o que de ti me embriaga?!
Ah! Em tua mansa fala todas as
cores vibrantes da sorte, todas as
luzes envolventes do afeto!...
Em teu amplexo criança, menina fico
e brinco nas tranças do destino feito
donzela.
Em teu nobre dossel tornas-me branda,
algodão de nuvens, porque só tu és
doce mel, ensejo dos meus dias,
nova lua...
Em teu beijo, pele e pelos eu deito
meus desejos, posto que em ti há
sossego onde não se deixam há
muito meus sentidos mortais.
Em teus olhos vivifico-me, pois que
irrompes em mim um animar de
mundos metafísicos, onde os lobos
adormecem e as panteras despertam.
E, no entanto, afabilidade e doçura
agitam-me músculos e sentimentos e
faz-me descobrir novamente encantada.

Um comentário:

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