SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

04 fevereiro, 2011

JUSTIÇA, FOGO CONSUMIDOR (Cacau Loureiro)


Há no coração do ser humano a centelha da fé,
bem aventurado é aquele que crê sem precisar ver.
Contudo, a justiça do Homem estagnou-se, vendeu-se
por parcas moedas.
Onde estarão os verdadeiros homens de bem, pois
que não ouço mais suas vozes clamando pela
conformidade do que é direito?!
Os bons de coração enxergam, sabem que em breve
chegará o tempo da regeneração de todas as coisas.
Advirá pelas mãos do Justo o fogo consumidor e tornará
as coisas retas, os sentimentos puros, fará cair todas
as máscaras. Não há mais como assistir este espetáculo
de desmandos e corrupção.
Temos sido omissos, e isto hoje, talvez, seja o nosso
maior pecado capital. Por que nos falta a coragem
para pleitearmos sem medo o que nos é de direito e
correto?! Porque não confiamos. Façamos nós a
transformação do interior para o exterior.
Para mudarmos a trajetória de nossa espécie é
preciso coragem de reconhecer nossos erros, e isto
será nosso resgate do abismo de “nadas” que criamos,
do vazio torpe no qual vivemos. Estamos de passagem
e vivenciamos ferozmente o materialismo exacerbado
de todas as eras. Mudemos nossas rotas, façamos
nossas orações, mas que não nos falte a ação contundente
da mudança.
O Mestre amado jamais deixou de ser corajoso e
negamos mais vezes o Cristo que o próprio discípulo
temeroso, abandonamos o Mestre no Jardim das Oliveiras
tantas vezes, quem de Vós vigiará com Ele?!
Permaneçamos com a espada na bainha, visto que o
sacrificado pregou o amor sobre todas as coisas, pois,
queres coragem maior do que amar sobremaneira?!
Mas, que a justiça do Pai Maior seja nosso eterno fogo
consumidor, o mesmo que faz arder em nós a essência divina.

5 comentários:

  1. Um belo texo...que possamos clamar por misecordia.

    Bjs

    Mila

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  2. Minha querida, divinas, iluminadas suas palavras.

    É preciso despertar, fazer a mudança acontecer de dentro para fora e tudo se fazer novo, pleno de justiça, paz e amor.

    Saudades de voce também florzinha...doce final de semana...beijinhos
    Valéria

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  3. Muito bom mesmo...temos que acordar para um mundo mais misericordioso.
    Crer mais e aplicar mais os principios justos de Deus em nossas vidas.
    Bjos achocolatados

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  4. O pior é que ainda existem muitos que não acreditam na existência "DELE". Belo texto.

    Beijos,

    Furtado.

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  5. Lindo seu texto, que possamos buscar a Deus por estes!

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