
Em conjecturas, em quimeras
depositei minhas mazelas...
a fadiga da estrada
não me fez desiludida.
Afinal, também posso escolher
em paz as minhas trilhas.
Nos dias inertes e sombrios
eu te clamei, pois que o
infinito é todo ouvidos.
Enquanto o céu conspira
a favor de nós, os seres piram,
mas, o frenesi de apaixonar-se
ainda valerá a pena.
Vias oblíquas, escusas
não me afastam da boa ventura,
das benesses do caminho.
Eu miro-te em atitude quase obscena,
mas não me disto,
o meu discreto impudor,
o teu que é quase regalo
só me induz aos teus apelos...
o meu colo, a minha voz,
a minha pele rogativos,
já não mais querem correr
contra o tempo,
contra o retardo,
o atraso,
o fracionado.
Eu quero tudo em ti,
o verdadeiro, o avesso,
o inteiro.
Já não mais quero limitar-te
à mesmice do tique-taque
do relógio, aos meus ponteiros,
não quero, em meu cronômetro,
perder as horas em que te acho,
em que me perco.
De braços abertos lancei-me
em tua dimensão...
cingi o espaço,
abracei-te...
ditoso abraço!...
depositei minhas mazelas...
a fadiga da estrada
não me fez desiludida.
Afinal, também posso escolher
em paz as minhas trilhas.
Nos dias inertes e sombrios
eu te clamei, pois que o
infinito é todo ouvidos.
Enquanto o céu conspira
a favor de nós, os seres piram,
mas, o frenesi de apaixonar-se
ainda valerá a pena.
Vias oblíquas, escusas
não me afastam da boa ventura,
das benesses do caminho.
Eu miro-te em atitude quase obscena,
mas não me disto,
o meu discreto impudor,
o teu que é quase regalo
só me induz aos teus apelos...
o meu colo, a minha voz,
a minha pele rogativos,
já não mais querem correr
contra o tempo,
contra o retardo,
o atraso,
o fracionado.
Eu quero tudo em ti,
o verdadeiro, o avesso,
o inteiro.
Já não mais quero limitar-te
à mesmice do tique-taque
do relógio, aos meus ponteiros,
não quero, em meu cronômetro,
perder as horas em que te acho,
em que me perco.
De braços abertos lancei-me
em tua dimensão...
cingi o espaço,
abracei-te...
ditoso abraço!...
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