SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

16 outubro, 2025

TODA BELEZA (Cacau Loureiro)

Da Criação tem todas as belezas, porque

criatura és de todas as graças, benfazejo

fruto, porquanto, o sol entrou pelas frestas

das vivências raras e te moldou o caráter

singular de quem planta o renovo com

consciência e bem aventuranças.

Pois, sobre tua cabeça foi derramado o

bálsamo dos abraços acolhedores e do

olhar profundo das compreensões...

Posto que os escolhidos são separados com

esmero, selecionados na escuridão para se

fazerem centelhas nos caminhos da solidão.

A sabedoria maior te tornou sábia de si

mesma e a tornou forte para abrir os

caminhos verdadeiros e autênticos porque

os servidores genuínos andam com fé e

trazem a esperança como dádiva. Sob as

palavras da comunhão faz-se bendito o

teu verbo, porque amar é seta de mansidão

lançada para a posteridade.

Criatura de todas as belezas és, porque fazes

chover sobre as terras áridas dos homens a

compaixão, pois as flores que carregas em tuas

mãos é a caridade. Tu lanças luz por entre os

becos escuros da indiferença e faz luzir os

átrios bonitos dos corações que versam bem

querências e com teu sorriso acolhedor fazes

nascer as sementes da solidariedade, rompendo

os céus como trovão, rasgando o horizonte feito

relâmpago de benesses e faz-me ver todos os

dias nesta terra santificada que só é possível

levantar o outro, com as mãos do amor!...

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