SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

14 outubro, 2022

AMOR FECUNDO (Cacau Loureiro)

 

Eu tenho regado as minhas sementes com lágrimas, mas

tenho certeza que o meu solo nunca foi seco, nunca,

jamais infecundo.

Então eu fito o horizonte, eu sei que meus anjos guardiões

embalam as minhas promessas.

Forjada fui na lealdade e sei que tantos e outros valores

estão comigo... permanecem e se perpetuam em mim...

A energia que me move é para a edificação, não para o

tormento, não para o adeus.

Meu caminho tem sido um rio longo, muitas vezes com

meandros, tem sido também uma longa estrada, tão

bonita, muitas vezes empoeirada.

E assim eu prossigo firme esperançada de que dias melhores

virão, pois em minhas mãos estão as flores, as que prometi

espalhar em minha peregrinação terrena.

Os astros, a lua, o sol, a minha conexão tem sido profunda,

e nesta sensibilidade que me aflora, tudo é tão maior...

A dor, a distância, as lembranças, de tudo que foi e ainda o é.

Os deuses... os que guiam essa humanidade desenfreada

me apontaram uma direção e nela tenho me mantido firme,

posto que firmes são os meus propósitos ante o divino.

No profundo da tristeza que me abarca, o que me abraça é

a minha fé... inabalável diante todos os percalços.

Em todas as possíveis derrotas eu vislumbrei um bem maior,

e nesta lição de vida para uma jornada as altas esferas,

eu sou um aprendiz impetuoso, pois eu galgo a ampla visão.

E eu apuro os meus ouvidos, e eu carrego o coração nas

mãos e eu sangro por dentro, e eu adormeço no amor inabalável

que se transforma, que se transfigura e que permanece.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.