SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

02 outubro, 2015

VERGÔNTEA (Cacau Loureiro)













Imagens perpassam meus olhos...

O passado como filme habita minhas
lembranças e ágeis e velozes os momentos
transpassam meu espírito, indeléveis...
A paixão fez de nós o que bem quis! ...
Ainda a caneta compulsiva te escreve
em minhas retinas, grava-te em meu
coração na própria poesia que em mim
se fez.
As estrofes que em mim crias e recrias todos
os dias, não tem fim, pois que princípio
és em todas as alvoradas novedias.
Há sol em tua aura, em tua calma que
me acalma fazes luz...
Seguir o coração é ensejar felicidade,
há voos insólitos nos versos que te seguem,
há estrelas eternas nas rimas que me fazes.
Teus ritos e rituais curam-me, apanágio
das benesses ancestrais.
Há benção em tuas mãos, sortilégio em
teus dedos, toca-me, pois, com tua
unção de paz, apazígua meu ânimo.
Em teus lábios a doçura das palavras
lavradas em doces águas, abundantes
rios de amor que sufragaram meu coração.
Mata-me a sede, sacia-me a fome,
reviva-me como rebento novo a se
erigir ao céu! ...