Não para o mundo,
a chuva não para...
Tenho esperado o estio,
pelo verde das colheitas.
O meu caminho segue como
as estações dos homens,
inundadas pelas estações
do tempo.
Lágrimas a cultivar novas manhãs,
sonhos a contar estrelas!...
A flor na lapela finca em meu
peito o espinho... a rosa que
te dou... a mais bela.
Amar, amor...
As águas que não cessam,
a sede que não passa.
Passante sou, quisera eu
não mais ser...
Ser inteira e livre, ser cônscia
e leve como pluma no universo
que conspira na revoada da vida.
Um momento apenas no relógio do
tempo que não para... ser feliz!...

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