13 março, 2026

LUX (Cacau Loureiro)


Céu luminoso!...

Minha alma canta a confiança.


Estradas marcadas pelo barro grosso não me

sujam as vestes. Translúcida, minha gema segue

os sinais. Nem sempre o último gole é o mais

amargo... Benditos aqueles que nos matam a sede

com as mãos limpas, com a água doce dos afetos.


O poço dos deslumbramentos é profundo, e eu não

temo vir à tona para respirar os contentamentos

humanos, porque meu espírito transborda esperanças.


Cada vez que finco meus pés nos caminhos que a vida

me propõe, aprecio o azul que me recobre a cabeça

e me tonaliza o sorriso — adiante, arco-íris depois

das tempestades...


Tantas músicas para bailar na festa da existência,

e o meu coração balança na melodia suave dos

ritmos honestos, francos. Porque não há amor sem

lealdade, não há partilha sem realmente enxergar

o outro...


Os sons que me invadem o corpo erguem meu

dorso para as plenas edificações, hoje tão raras.


O universo é um cantador e um grande contador

de histórias — em expansão do humano para o

encontro com a divindade, em eternos movimentos

desde os primitivos primatas.


Post tenebras lux...


Porque onde cabe o homem


sempre caberá um Criador...

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