28 março, 2026

ARÍETE (Cacau Loureiro)


Amanheci entre a multidão…
Mortos-vivos no campo de batalha,
olhos abertos, almas em silêncio,
e eu, um corpo entre muitos,
mas com o espírito em vigília.

Sol ameno nesse iniciar de outono,
onde folhas mortas respiram
renovação e alimento,
frutos que haverão de nutrir-me para
as empreitadas dessa nova jornada.

Contentamento…
é o que corre em minhas veias
quando o Velo de Ouro
marca meu equinócio interior,
impulsionando mudanças, coragem
para prorromper em primavera,
em ciclos de liderança do EU
para recomeços que rasgam
os tempos de estagnação.

Sigo, então, essa estrela nítida,
em binários que me equilibram,
para manter-me de pé diante das
guerras às quais o destino me chama.

Movimentos ruidosos,
chuvas no invisível,
anunciam mudanças…

E não há medo, não há dúvidas:
quando levanto minha espada,
Marte guia sua lâmina cortante
para abrir caminhos
de transformações imediatas.

Visto-me da armadura brilhante
para as travessias sangrentas,
minha avidez me impele à batalha,
pois é no confronto com o fogo
que se cumpre o meu destino.

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